Pousada Terra da Luz em Visconde de Maua Apresenta – Tunai & Hildon 3, 4 e 5 de Junho
Cantor. Compositor. Neto de árabes. Filho de Daniel Mucci e Maria Auxiliadora de Freitas Mucci. Com a mãe (Dona Lilá) – criadora e participante de um grupo de seresta, onde toca violino e mantém um coral de 40 vozes, juntamente com a filha (Auxiliadora) -, aprendeu as primeiras noções de música. A irmã foi crooner no clube de Ponte Nova. Irmão do também cantor e compositor João Bosco. Aos 11 anos, chamou atenção em um festival da Escola Nossa Senhora das Dores, cantando bossa nova. Antes de ir para Ouro Preto-MG (1968) estudar no Escola Técnica Federal (Metalurgia) e depois na Escola de Minas (Engenharia) Tunai participou de mais dois festivais, um em Ouro Preto e outro em Ponte Nova, ganhando o 1º lugar com uma toada em parceria com Tim, seu conterrâneo poeta e as participações de Margareth, sua irmã caçula cantando, de João Bosco e seu quarteto de Ouro Preto (Paulinho, Zé Andrade e Nilberto, assim como o João, todos estudantes de Engenharia) e Tunai no baixo, instrumento que adotou quando tocava no “Mafra Filho e seu Conjunto” que animava as domingueiras dançantes no Pontenovense Futebol Clube, substituíndo o então baixista titular, Jair, que trabalhava no Banco do Brasil e fora transferido da cidade. “Nunca mais me esqueci do case preto com forração na cor azul cintilante de um veludo macio e cheiroso, guardando o Giannini vermelho e branco (as cores do clube) um lindo baixo elétrico que o PFC comprou, exigência minha, pois não conseguia nem segurar direito o baixo acústico do Jair (muito maior do que eu), ainda mais tocar…”
Um dos grandes representantes da Soul Music Brasileira (ao lado de Tim Maia e Cassiano), o cantor, violonista e compositor baiano Hyldon nasceu em 17 de Abril de 1951 em Salvador – Bahia e aos seis meses de idade foi morar em uma cidade do sertão baiano, chamada “Senhor do Bonfim”, quase fronteira com Pernambuco. Lá viveu até os sete anos, quando se mudou para o Rio de Janeiro e nesta época trocou um relógio que ganhou no seu aniversário por um violão com seu Tio Dermy. Doce ironia do destino: Hyldon nunca mais usou relógio e não largou mais o violão.

